Com a identificação da eclíptica as dezoito constelações iniciais reduzem-se então para doze, e estabelece-se aos poucos o significado atribuído a cada uma. Com o desenvolvimento da matemática, chega-se a um conceito ainda mais elaborado: o da eclíptica dividida não em constelações de extensão desigual, mas sim em arcos com o valor de 1/12 da circunferência, ou seja, trinta graus. Era a base do zodíaco racional, que não se confunde com o zodíaco natural que se baseia nas constelações.
A maioria das constelações tem relação com a figura de animais. Por esta razão, encontramos na palavra zodíaco o radical grego zoo, que remete ao sentido de animal (zoon = ser vivo). Era natural que aquele povo de agricultores e pastores projetasse nos céus as referências que faziam parte de sua realidade imediata, como o boi, o peixe, o carneiro e a cabra. Contudo, é importante estabelecer que constelação zodiacal não é sinônimo de signo. As constelações ocupam arcos de extensão irregular no céu. Algumas, como Virgem e Escorpião, estendem-se por uma grande área, enquanto outras, como Libra e Câncer, são significativamente reduzidas.
Já o signo é um conceito racional, representando a divisão dos 360 graus da eclíptica em 12 arcos de 30 graus. E existe ainda outro complicador: a Terra, além de mover-se sobre si mesma (rotação) e em torno do Sol (translação), faz também um movimento de compensação de seu eixo que se assemelha ao “balanço” do eixo de um pião. Este “balanço” cria um movimento de precessão extremamente lento, completando-se num período aproximado de 25.970 anos. Em função do movimento precessional, o eixo dos pólos vai-se deslocando no céu, apontando ora para uma estrela, ora para outra, e fazendo com que o ponto vernal também se desloque no sentido contrário ao dos signos do zodíaco. Mas afinal, o que é exatamente o ponto vernal ?
Já o signo é um conceito racional, representando a divisão dos 360 graus da eclíptica em 12 arcos de 30 graus. E existe ainda outro complicador: a Terra, além de mover-se sobre si mesma (rotação) e em torno do Sol (translação), faz também um movimento de compensação de seu eixo que se assemelha ao “balanço” do eixo de um pião. Este “balanço” cria um movimento de precessão extremamente lento, completando-se num período aproximado de 25.970 anos. Em função do movimento precessional, o eixo dos pólos vai-se deslocando no céu, apontando ora para uma estrela, ora para outra, e fazendo com que o ponto vernal também se desloque no sentido contrário ao dos signos do zodíaco. Mas afinal, o que é exatamente o ponto vernal ?
A Terra gira em torno do Sol, perfazendo um movimento regular e completo no período aproximado de 365 dias e 6 horas (movimento de translação). Tal movimento real cria, por sua vez, um movimento aparente, em que vemos o Sol descrever um grande círculo na esfera celeste atravessando em seu caminho sempre as mesmas constelações. Este trajeto do Sol recebe o nome de eclíptica. A faixa do céu que se situa ao longo da eclíptica - com uma largura de 8 graus e 30 minutos para o norte e para o sul - é chamada de zodíaco. É nesta faixa que situam as constelações que servem como referência para a observação do deslocamento dos astros pelos céus.
Como o eixo da Terra é inclinado cerca de 23 graus em relação ao plano de sua órbita em torno do Sol, a eclíptica não coincide com o equador celeste (que é simplesmente a projeção no espaço do equador terrestre). Na verdade, a eclíptica cruza o equador em apenas dois momentos do ano, separados entre si por seis meses. Nesses momentos, tem-se uma distribuição idêntica da luz solar pelos dois hemisférios, assim como uma igual duração do dia e da noite: são os equinócios, que marcam o início da primavera e do outono. Do ponto de vista astrológico, o momento mais importante é quando o Sol cruza o equador celeste de sul para norte, marcando o início da primavera no hemisfério setentrional . Esta interseção dos planos do equador e da eclíptica, no equinócio da primavera do hemisfério norte chama-se ponto vernal.
Quando um astrólogo do primeiro século da era cristã afirmava que Marte estava no signo de Touro, poderia dizer, simplesmente, que Marte estava transitando por um setor do zodíaco que os antigos eram capazes de reconhecer pela presença da constelação do mesmo nome. As constelações movem-se tão lentamente a ponto de nos parecerem fixas, o que as transforma numa excelente moldura para observar o movimento dos planetas. Contudo, o céu de hoje já não é mesmo dos caldeus ou dos egípcios. O ponto vernal desloca-se em média um grau a cada 72 anos, no sentido oposto ao da seqüência dos signos. Assim, o equinócio de primavera do hemisfério norte, que já correspondeu à passagem do Sol pela constelação de Áries, dá-se hoje em Peixes, e, brevemente, estará em Aquário. Contudo, continuamos a chamar de Áries o signo que abre a primavera do hemisfério norte. Por quê ?
Porque o conceito de signo, no zodíaco tropical, não guarda correspondência com as constelações, e sim com as estações do ano. Neste sentido, considera-se que o ponto vernal é o primeiro grau do zodíaco - zero de Áries - e que todos os signos são arcos de trinta graus contados a partir deste ponto de referência.
Caracteriza-se, assim, a diferença entre os dois zodíacos: o sideral e o tropical. O sideral (do céu) é aquele que leva em conta o deslocamento do ponto vernal, ou seja, a precessão dos equinócios. O tropical (de tropos, movimento) é aquele que guarda analogia com o deslocamento aparente do sol acima e abaixo do equador celeste, gerando as quatro estações. A diferença em longitude entre os “pontos zero” dos dois zodíacos é o que os praticantes de Astrologia védica (hindu) chamam de ayanamsa.
A Astrologia dominante no Ocidente é quase toda tropical, se bem que haja um bom número de praticantes da escola sideralista. Já a Astrologia tradicional da Índia (jyotish) é sideralista por definição e suas técnicas são bem diferentes da nossa.


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