Astrologia é um instrumento que permite observar as relações entre as posições dos planetas no céu e os acontecimentos aqui na Terra. O astrólogo utiliza o mapa astrológico, que considera a data, o mês, o ano, a hora e o local do nascimento de uma pessoa, idéia ou empresa, para tentar compreender a sua natureza através das posições celestiais. Astrologia é uma linguagem e o astrólogo é um intérprete.
A Astrologia se fundamenta em um paradigma que afirma que todas as coisas que existem no Universo estão inter-relacionadas. Se todas as coisas estão conectadas entre si, a posição dos planetas num determinado momento de nascimento falará sobre essa vida, revelando seu propósito, seus talentos, suas motivações.
Não confunda Astrologia com Astronomia, enquanto Astrologia se baseia no movimento dos luminares e planetas para estudar a personalidade dos seres e também para prever acontecimentos pessoais e mundanos aqui na Terra, a Astronomia realiza observações procurando respostas aos fenômenos físicos que ocorrem dentro e fora dela. A Astronomia estuda os planetas, estrelas, satélites, cometas, sistemas solares, constelações, nebulosas e também se dedica à descoberta de novos astros celestes e sua nomeação. As observações tiradas da astronomia têm fundamentação sólida e fatos que comprovam as teorias.
A Astrologia hoje chamada de pseudo-ciência pode ser chamada também de mãe da Astronomia, pois foi a partir de quando os seres humanos passaram á observar o céu em busca de respostas para acontecimentos terrestres foi que surgiu o interesse em conhecer e classificar todas os astros existentes do céu.
A Astrologia hoje chamada de pseudo-ciência pode ser chamada também de mãe da Astronomia, pois foi a partir de quando os seres humanos passaram á observar o céu em busca de respostas para acontecimentos terrestres foi que surgiu o interesse em conhecer e classificar todas os astros existentes do céu.
Texto " Defesas contra a Astrologia" de Andrew Fraknoi, no site da Superinteressante:
Exatamente o mesmo tipo de dia? Nenhuma, eu acho. Dias vagamente parecidos, de uma forma tão genérica que possam ser identificados com o horóscopo de jornal? Sei lá.
Eu gostaria de não ter que explicar isso tantas vezes, mas infelizmente as pessoas continuam não entendendo. Horóscopo de jornal é uma simplificação grosseira de uma extrapolação indevida de uma distorção estúpida da astrologia. De trás para frente: Alan Leo distorceu de forma estúpida a astrologia (tudo bem, para melhorar as coisas, uma forma já decadente de astrologia); a partir da astrologia DELE, o fato de o Sol ser o astro mais importante no céu é extrapolado para dividir as pessoas em 12 "signos" (ou seja, as pessoas são divididas conforme o signo no qual o Sol está). A partir disso, você imagina que o Sol seja o ascendente no céu e analisa a posição dos outros planetas desta forma, simplificando ao máximo.
Qual a relação disso com astrologia de verdade? Bem pouca. Mas é mais ou menos com base nisso que as pessoas “julgam” astrologia.
Basicamente por dois motivos.
Em primeiro lugar, como é mais fácil de identificar o momento do nascimento do que o da concepção, as técnicas astrológicas foram desenvolvidas levando-se em conta esse momento.
Em segundo lugar, porque o nascimento tem uma importância óbvia: o bebê sai de dentro da proteção da barriga da mãe, deixa de viver dentro de um líquido, começa a respirar, a receber influências externas sem a intermediação do corpo materno, passa a ter que se alimentar pela boca, sem ser pelo cordão umbilical, etc.
Reduzir as diferenças entre o a vida do bebê antes e depois do nascimento - ou, em outras palavras, reduzir a mãe - a um pedaço de carne pode parecer ridículo; mas o autor não se deixa amedrontar por essas aparências. Ele não se furta, tampouco, a discorrer sobre supostas “influências astrais” – entendidas como forças físicas - do céu sobre o nativo, como se elas fossem unanimidade astrológica, como se elas existissem e como se uma coisa tivesse a ver com a outra.
Eu ia só refazer a pergunta trocando “astrólogos” por “astrônomos”, mas essa pergunta realmente levanta um ponto importante.
Os astrólogos não são tão bons quanto afirmam.
Existem poucas pessoas que entendem razoavelmente de astrologia. É triste, mas é verdade.
Grande parte dos "astrólogos profissionais" são ruins, picaretas, ou as duas coisas. Em parte porque a visão de mundo que embasava a astrologia foi esquecida, em parte porque cada dia que passa fica mais fácil iludir o ser humano médio, em parte porque grande parte dos clientes não quer respostas astrológicas e sim atenção, o nível geral dos astrólogos é baixo.
Para aplicar astrologia com razoável precisão a algum campo, a pessoa tem que saber de astrologia e do campo em si. Se fizermos a intercessão dos conjuntos "pessoas que sabem astrologia" e "pessoas que entendem do mercado financeiro", não teremos uma população muito grande; mas existem.
Quanto aos astrólogos que atendem clientes, é claro que existem os que ganham muito dinheiro, os que ganham pouco, e os que não ganham nada.
Eu só não consigo entender como é que a falta de qualidade do técnico prova a inexistência do fenômeno sobre o qual a técnica se baseia, mas isso é outra história.
5 - Estarão incorretos todos os horóscopos feitos antes da descoberta dos três planetas mais distantes?
Bom, essa pergunta foi feita, obviamente, antes de Plutão trocar de técnico e ser rebaixado para a segunda divisão planetária.
Na verdade, o contrário é mais provável: se há algo que não deve ser modificado, são as relações simbólicas presentes no modelo astrológico tradicional.
A chance do astrólogo usar ferraduras no lugar de sapatos aumenta proporcionalmente com a quantidade de “astros novos” que ele usa. O uso moderado, adulto e responsável de Netuno, Urano e Plutão (eles parecem ser maléficos e só ter alguma influência em conjunções próximas - alguns usam oposições também) é razoável. Atribuir regência de signo a eles já é esquisito: como eles não são visíveis (Urano, na verdade, é visível durante uma certa parte do ano, mas tão fraco que nunca chamou muita atenção) e não há qualidades sensíveis que se lhes possa atribuir, eles ganharam co-regência de signos baseados no rígido critério metodológico do “porque sim”, o que contribuiu bastante para deixar a astrologia moderna mais clara, objetiva e precisa. Se começarmos a falar de planetas hipotéticos, asteróides com nomes legais e luas inexistentes, a coisa complica.
Haha.
Haha, também. Mas essa eu respondo.
Em primeiro lugar, discordam “tão frontalmente” com relação ao quê, qual é o campo que serve como parâmetro? A religião, a ciência, a política?
Depois, a crítica mais comum à astrologia é justamente a contrária: que, em milênios de existência, ela não “evoluiu” nada, ao contrário da ciência. Como a frase “Idéias científicas geralmente convergem com o passar do tempo" indica, o autor – malgrado ter sido editor de uma revista científica e administrador de uma sociedade importante de astronomia na época em que o artigo foi publicado – não tem muita noção do que é ciência.
Por último, diferentes escolas de astrologia discordam... porque são diferentes.
8 - Se a influência astrológica é exercida por alguma força conhecida, por que os planetas dominam?
Hã? “Influência astrológica” é bastante improvável. Se existir, não é exercida por nenhuma força conhecida, é claro. E os planetas dominam exatamente o quê?
9 - Se a influência astrologia é exercida por uma força desconhecida, por que não depende da distância?
Bom, no caso improvável de existir uma força desconhecida que aja através dos corpos celestes, como é que eu vou saber como ela se comporta?
Eu não sei se essa obsessão com "forças" na astrologia vem dos cientistas (tentando provar que astrologia não funciona) ou dos astrólogos modernos (tentando deixar a astrologia mais bonitinha para os cientistas), mas ela é constrangedora.
Para os astrólogos, duas dicas: 1) “influência”, nos textos antigos, nem sempre significa “causa eficiente”; aliás, em grande parte dos textos, não há uma diferenciação clara de causas. 2) Não se tenta provar a existência do que é evidente.
Para os cientistas, mais duas: 1) tentar descobrir causas para o "fenômeno astrológico" é dá-lo como pressuposto. Não é uma estratégia muito boa conceder vitória ao adversário no começo da discussão; 2) correlação não implica causalidade.
Caramba, pergunta difícil. As premissas são ridículas e não há conexão lógica entre elas e a pergunta em si. Em primeiro lugar, obrigado, astrólogos modernos, por me impedirem de dizer simplesmente que o autor é louco e que devia se tratar.
Em segundo lugar, vamos pôr algum sentido nela.
Considerando que haja alguma força que emane dos astros utilizados pela astrologia e que influenciem o ser humano (os “críticos” astrológicos normalmente esquecem que a astrologia não é usada somente para o homem), considerando que essa força não dependa da distância e considerando, por último, que ela exista em tudo o que está no céu (ou seja, do ponto de vista astronômico, que ela exista em tudo que não esteja na Terra), porque não incluir todos os corpos possíveis e imagináveis numa grande astrologia completa?
A resposta mais simples é “porque a astrologia funciona muito bem sem eles, obrigado".
A mais demorada é:
Como eu já disse antes, neste texto e em outros, “influências astrais”, no sentido físico, são ilógicas e improváveis. Na verdade, são antiastrológicas, mas este é outro assunto.
A astrologia sempre usou o céu visível; não porque soubesse que há influências dos corpos visíveis nos eventos terrestres, mas porque ele fazia sentido. Você observa uma certa relação no céu, observa uma certa relação na Terra, encontra semelhanças entre as duas e, com base em uma, deduz algumas coisas sobre a outra. Isso só é possível se os movimentos celestes, além de previsíveis, fizerem sentido.
Previsão e sentido: isso exclui, além das coisas invisíveis, as coisas irregulares. Se um avião estiver passando pelo alto do céu quando um sujeito nascer, isso só pode querer dizer que... um avião está passando pelo alto do céu.
Você até pode inserir novidades no modelo (como exemplos cautelosos, eu daria os três maléficos modernos, algumas técnicas psicológicas e os “aspectos” keplerianos – que são quase sempre inúteis, mas em alguns casos podem ser aplicados), mas elas têm que respeitar sua lógica interna (as técnicas não podem inverter os sentidos tradicionais; os “novos planetas”, por exemplo, não regem nada, não têm dignidades nem debilidades).
Assim, provavelmente, não há influências astrais. Havendo ou não, as técnicas astrológicas - pelo menos as que funcionam - se baseiam no céu visível; não faz sentido inserir novidades que não estejam relacionadas ao modelo só porque os astrônomos as descobriram.
Fonte: http://super.abril.com.br/universo/defesas-astrologia-521403.shtml

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